3ºAno 2006/2007
Os Azulejos...
Aprendemos a técnica de pintura em azulejos:
1- Execução dos desenhos em papel A4 normal.
2- Cópia dos desenhos para uma folha de acetato.
3- Projecção dos desenhos, num papel afixado na parede, regulando as dimensões que vão figurar no painel e traçando nesse papel os desenhos aumentados.
4- Fixação de folhas de papel vegetal sobre o papel com os desenhos aumentados.
5-Os contornos principais dos desenhos são picotados no papel vegetal com agulha fina.
6- Colocação do papel vegetal sobre o painel a decorar.
7- Batimento suave com a "boneca" de pó de carvão (pequena porção de pó de carvão envolvido por um trapo apertado) sobre o picotado por forma a que pequenos pontos resultem nas linhas principais da composição.
8- Execução da pintura delineada e pintura dos espaços.
9– Colocar os azulejos na mufla para a cozedura do vidrado.
O Trabalho concluído...
2 Conjuntos de azulejos com os dizeres E.B. 1 do Linhó nº1
Na entrada da Escola
Nas traseiras da Escola

1 Conjunto de azulejos com a palavra Refeitório

1 Conjunto de azulejos com a palavra Cozinha
1 Conjunto de azulejos com as palavras Jardim de Infância
Falta a imagem mas ficou muito giro, não ficou?
Foi um trabalho muito interessante, pelo trabalho em si mas principalmente por me ter sido dado o previlégio de poder dar, desta forma tão adequada à minha idade, um contributo para a escola que tão bem me ensinou, tratou e educou. Mais uma vez obrigada, professor João, pela oportunidade que nos deu ao realizarmos este projecto.
Os Monstros da Poesia...
Iniciei-me na poesia, aprendi a declamar e a apreciar a poesia.
Criei o meu monstro "bom", utilizei materiais usados- uma garrafa de lixivia de cores para o corpo, rolos de papel de cozinha e de papel higiénico para as pernas e orelhas e caixas de ovos para as patas. Aprendi a forrar com a pasta de papel e pintei como idealizei no projecto final do meu monstro.
Os Esboços




O Monstro eleito finalizado e a Poesia
SOU UM GUARDADOR DE REBANHOS
Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar numa flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei da verdade e sou feliz.
Alberto Caeiro
E mais...

O MOSTRENGO
O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»
Fernado Pessoa
E ainda mais poemas... (infelizmente sem imagens)
MAR PORTUGUÊS
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernado Pessoa
O POETA É UM FINGIDOR
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa
QUANDO EU SONHAVA
Quando eu sonhava, era assim
Que nos meus sonhos a via;
E era assim que me fugia,
Apenas eu despertava,
Essa imagem fugidia
Que nunca pude alcançar.
Agora que estou desperto,
Agora a vejo fixar...
Para quê? - Quando era vaga,
Uma ideia, um pensamento,
Um raio de estrela incerto
No imenso firmamento,
Uma quimera, um vão sonho,
Eu sonhava - mas vivia:
Prazer não sabia o que era,
Mas dor não na conhecia...
Almeida Garrett
BASTA PUM BASTA!!!
...
Morra o Dantas, morra! Pim!
O Dantas nasceu para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever!
O Dantas é um autómato que deita pra fora o que a gente já sabe o que vai sair... Mas é preciso deitar dinheiro!
O Dantas é um soneto dele-próprio!
O Dantas em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum.
O Dantas nu é horroroso!
O Dantas cheira mal da boca!
Morra o Dantas, morra! Pim!
O Dantas é o escárnio da consciência!
Se o Dantas é português eu quero ser espanhol!
O Dantas é a vergonha da intelectualidade portuguesa!
O Dantas é a meta da decadência mental!
...
Manifesto anti-Dantas de Almada Negreiros
1 comentário:
o que o professor mais fez conosco foi ajudarnos nas dificuldades e trabalou conosco!
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